“Estamos diante da eleição mais importante da nossa história”, destaca Edinho

Em entrevista à TV Record, o presidente nacional do PT destacou a postura de democrata do presidente Lula e reforçou diferenças com o governo Bolsonaro

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, enfatizou a importância do processo eleitoral de outubro como o momento de se derrotar o pensamento autoritário que está presente no Brasil e no mundo. Essa foi uma das declarações de Edinho Silva em entrevista à TV Record, na qual ele também destacou a postura de democrata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente do PT reiterou que a candidatura de Lula à reeleição em 2026 seguirá os ritos partidários.
“Ele tem a postura de um democrata, de alguém que respeita a convenção partidária. Vai oficializar a candidatura na convenção do PT e dos partidos aliados”, disse, apontando o presidente como a principal liderança brasileira com capacidade de interlocução internacional em um cenário global instável.

“Na nossa avaliação, ele é a única liderança, neste momento de tamanha turbulência, de conduzir o Brasil, num ambiente internacional que exige alguém com condições de dialogar com outros líderes mundiais”, disse, citando o respeito ao presidente na ONU e sua capacidade de negociação num cenário global de tensões, disputas comerciais e econômicas.

O presidente nacional do PT também criticou setores ligados ao bolsonarismo ao abordar temas estratégicos, como a exploração de terras raras.

“A família Bolsonaro defende entregar as terras rara para o Trump. Qual é a liderança mais preparada para manter o Brasil na reconstrução das políticas públicas e levar o país para o futuro?”, questionou, ao defender que esses recursos devem ser utilizados como base para o desenvolvimento tecnológico nacional.

No campo político, Edinho afirmou que o PT está disposto a construir alianças amplas nos estados, inclusive abrindo mão de candidaturas próprias para fortalecer a reeleição presidencial.

Ele mencionou partidos de centro, como MDB, PSD e União Brasil, como possíveis aliados na composição de palanques regionais, mesmo sem alinhamento nacional.

“Estamos diante da eleição mais importante da nossa história. Precisamos derrotar o pensamento autoritário que está presente no Brasil e no mundo”, declarou, associando o pleito de 2026 à defesa da democracia e à continuidade de políticas públicas que, segundo ele, retiraram o país do mapa da fome, reduziram o desemprego e melhoraram a renda.

Caso Master

No decorrer da entrevista, Edinho voltou a defender que o chamado “caso Banco Master” seja investigado com rigor e atribuiu sua origem a decisões tomadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e à gestão de Campos Neto no Banco Central.

“Se o Banco Master existe, a responsabilidade é do governo Bolsonaro e do Campos Neto e a Polícia Federal precisa investigar”, declarou. Segundo ele, a apuração dos fatos foi uma iniciativa do presidente Lula, , que também determinou as investigações sobre fraudes no INSS.

“Quem pediu para que todas as fraudes fossem apuradas foi o presidente Lula”, reforçou, ao defender que há uma diferença de postura entre o tual governo e o anterior em relação ao combate à corrupção.

Edinho também comentou as tentativas de associar o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, às denúncias, afirmando que não houve comprovação de irregularidades.

“O sigilo bancário foi quebrado e nenhum vínculo foi confirmado. E o mais importante é o fato de o próprio presidente ter solicitado a apuração”, disse.

Para ele, esse movimento demonstra compromisso com transparência e fortalece a narrativa de que o governo busca esclarecer os fatos.

Reformas estruturais

Sobre o Supremo Tribunal Federal, Edinho defendeu a relação institucional entre o Executivo e a Corte e elogiou a atuação do ministro Alexandre de Moraes durante os atos de 8 de janeiro.

“Cumpriu um papel fundamental na defesa da democracia. Se aquilo tivesse avançado, havia previsão de assassinato de lideranças da República”, afirmou. Ele também mencionou que o próprio Lula tem defendido que episódios como o caso Master não comprometam a imagem do Judiciário.

Ao projetar um eventual quarto mandato de Lula, o presidente do PT destacou a necessidade de reformas estruturais. Defendeu mudanças no sistema eleitoral, com adoção do voto em lista, e uma reforma no Judiciário para “acabar com privilégios e penduricalhos” e aproximar o sistema da sociedade.

Na economia, Edinho criticou a taxa de juros elevada. “Precisamos caminhar de forma responsável para a redução da taxa de juros. Ela está prejudicando a vida do povo brasileiro”, afirmou, defendendo também melhoria na qualidade do gasto público.

Entre as prioridades, Edinho citou a continuidade da geração de emprego e distribuição de renda, programas de combate à violência e à corrupção, e investimentos em áreas estratégicas como transição energética e tecnologia. “Queremos que a família brasileira recupere sua capacidade de consumo e que o Brasil seja um país respeitado mundialmente”, concluiu.