Manifesto é uma carta de compromisso de candidatas e candidatos, defendendo a cultura não apenas como entretenimento, mas como direito, identidade, trabalho, renda, educação e democracia

O ex-prefeito Edinho Silva, candidato a deputado federal e presidente nacional do PT, reforçou seu compromisso com a cultura, aderindo formalmente ao Manifesto Cultura com Lula, documento que defende a continuidade e o aprofundamento das políticas culturais do governo Lula.
O manifesto é uma carta de compromisso de candidatas e candidatos, defendendo que a cultura seja colocada no centro do projeto de desenvolvimento do Brasil. A proposta entende cultura não apenas como entretenimento, mas como direito, identidade, memória, trabalho, renda, educação, democracia e soberania.
Entre os compromissos defendidos no Manifesto Cultura com Lula, estão o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, do Plano Nacional de Cultura e de mecanismos permanentes de financiamento, além da descentralização dos recursos para municípios e territórios.
O documento também propõe a valorização dos artistas e trabalhadores da cultura, o fortalecimento de equipamentos e iniciativas culturais, a ampliação da participação da sociedade civil e políticas de diversidade, acessibilidade e inclusão. O manifesto ainda defende a soberania cultural e digital do país e uma maior integração da cultura com áreas como educação, turismo, saúde, ciência, tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Propostas que estão em sintonia com a política cultural que o governo Lula vem apresentando: neste mandato, Lula retomou o Sistema Nacional de Cultura e ampliou a participação de artistas, produtores culturais, trabalhadores da cultura, entidades, coletivos e a sociedade civil nas decisões sobre as políticas públicas de cultura.
E a agenda do manifesto conversa diretamente com o legado de Edinho em Araraquara, que adotou a cultura como política pública, investindo em equipamentos, descentralização territorial, participação popular, economia criativa e valorização dos agentes culturais.
Legado de Edinho na Cultura
A cultura de Araraquara avançou durante as gestões de Edinho, que implantou políticas de fomento e descentralização, levando atividades também aos bairros periféricos como instrumentos de inclusão e cidadania.
Uma das principais iniciativas do ex-prefeito foi a criação das Oficinas Culturais, que chegaram a 20 anos de história na sua última gestão, com 25 mil alunos atendidos em 38 pontos da cidade, com 41 oficinas gratuitas em 13 linguagens, incluindo dança, música, teatro, audiovisual, literatura, artes plásticas, hip hop e artes circenses.
Edinho também reabriu o Teatro Municipal, após realizar importantes investimentos no prédio, com reforço estrutural, melhorias no palco, acústica, iluminação e sonorização. No Museu de Arqueologia e Paleontologia (MAPA), articulou recursos para obras de manutenção e preservação do prédio histórico.
Na última gestão, iniciou ainda a recuperação da centenária Casa da Cultura Luís Antônio Martinez Corrêa, com melhorias estruturais, elétricas, de segurança e cobertura, deixando a obra em andamento para conclusão pela gestão seguinte.
Entre as novas iniciativas, implantou o Caminhos de Loyola, rota cultural que homenageia o escritor Ignácio de Loyola Brandão e percorre lugares marcantes de sua vida e obra em Araraquara.
Edinho também criou dois eventos que se tornaram referências: o Festival Internacional de Dança (FIDA), em 2001, e o Araraquara Rock, em 2003, ambos gratuitos e com programação artística diversificada.
A cultura também chegou aos bairros por meio de ações como Carnaval e Natal nos Territórios, Ruas de Lazer e atividades culturais integradas ao programa Prefeitura nos Bairros. A gestão ainda fortaleceu as feiras culturais e de economia criativa, valorizando artesanato, gastronomia, artistas e empreendedores locais.
Após deixar a Prefeitura, como presidente nacional do PT, junto à Secretaria Nacional de Cultura, Edinho participou diretamente da construção de uma estratégia nacional para colocar a cultura no centro da agenda partidária, defendendo o seu papel de transformação social e de fortalecimento da identidade coletiva para o desenvolvimento do país.

