
O sociólogo, ex-prefeito de Araraquara e ex-deputado estadual, Edinho Silva, assumiu, em março de 2015, um dos cargos mais sensíveis do governo federal, no segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT): o comando da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
Edinho chegou ao cargo com a missão de reaproximar o governo da sociedade, reforçando a credibilidade da comunicação oficial. Sua passagem pela Secom, ainda que breve — até maio de 2016, quando o processo de impeachment afastou Dilma Rousseff —, foi marcada por discursos firmes em defesa da liberdade de imprensa, da transparência e da ética na comunicação pública.
Ao assumir o posto, Edinho Silva destacou que seu papel seria “fortalecer o diálogo entre governo e sociedade” e garantir que a comunicação pública não fosse instrumento de censura ou propaganda partidária. “A democracia se faz com pluralidade de vozes. O papel da comunicação pública é garantir que todas elas sejam ouvidas, e não caladas”, declarou em seu discurso de posse no Palácio do Planalto, em 27 de março de 2015.
Edinho também reforçou o compromisso da Secom com critérios técnicos na distribuição de verbas publicitárias, afirmando que a política de mídia do governo não seria usada como instrumento de pressão sobre veículos de imprensa.
Transparência e combate à desinformação
Durante seu período à frente da Secom, Edinho buscou modernizar a comunicação governamental, especialmente nas redes sociais. Incentivou o uso das plataformas digitais como espaço de diálogo direto entre governo e sociedade.
Com o avanço do processo de impeachment, em maio de 2016, Edinho Silva deixou o cargo. Em sua despedida, afirmou que “o afastamento da presidenta é um golpe irreparável contra a democracia”, e declarou ter cumprido sua missão “com dedicação e lisura”.
A passagem de Edinho Silva pelo governo federal reforçou um traço constante de sua carreira: o compromisso com o diálogo e a defesa da comunicação como instrumento democrático.

