Presidente nacional do PT falou sobre conjuntura e mobilização na plenária das centrais sindicais e dos movimentos sociais, no Rio de Janeiro
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, participou nesta quinta-feira (26) da plenária das centrais sindicais e dos movimentos sociais, no Rio de Janeiro.
Edinho falou sobre conjuntura e mobilização, defendeu o legado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o compromisso do governo federal em defender o país dos impactos da crise econômica desencadeada pelo conflito no Oriente Médio.





Aos presentes no evento, o presidente do PT defendeu uma mobilização nacional contra a guerra
“Temos que levantar a bandeira contra a guerra. Essa guerra não é nossa, ela não nos interessa. Não queremos que as pessoas morram em troca de interesses econômicos e controle de petróleo, de controle de gás e controle de riqueza. Porque se essa lógica da guerra prevalecer, daqui a pouco vai ter guerra contra qualquer país que tiver outra fonte de riqueza” alertou Edinho.
Para que essa lógica seja derrotada, ele acredita em mobilização nos sindicatos, nas câmaras e assembleias legislativas, para a criação de uma frente do Brasil pela paz.
“Essa guerra não é nossa. E quem vai pagar o preço dessa guerra é o povo mais pobre. Porque, a hora que o governo presidencial não tiver mais o que fazer – e ele está fazendo de tudo para não deixar o óleo diesel -, a hora que a gente não tiver mais instrumento, o preço do óleo diesel vai repercutir no arroz, no feijão, na batata, na salada que vai entrar em casa; na comida do trabalhador e da trabalhadora”, aponta ele.
Edinho se referiu às medidas adotadas pelo governo Lula para conter a elevação do preço dos combustíveis, refletida pelo aumento do preço do barril do petróleo, por conta da guerra iniciada no Irã.
Entre elas, o governo zerou os tributos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel e subsídios temporários para garantir o abastecimento, ajudando a segurar os preços, e intensificou a fiscalização nos postos para evitar preços abusivos.
Também ofereceu aos estados a isenção de ICMS sobre a importação de diesel com compensação federal que pode cobrir 50% do impacto da medida, e propôs dividir os custos para estabelecer uma subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado.
Fim da escala 6×1
O presidente nacional do PT voltou a defender o fim da escala 6×1 de trabalho e pedir mobilização pela sua aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado.
Essa é uma das prioridades do governo Lula e é classificada por Edinho como “pauta urgente para a classe trabalhadora”.
“Esse é um espaço fundamental de construção da unidade, organização e mobilização popular. Defender o legado do presidente Lula é defender as conquistas do povo brasileiro, os direitos dos trabalhadores, a democracia e um projeto de país comprometido com justiça social, desenvolvimento e soberania. E isso também significa nos organizarmos desde já para a reeleição do presidente Lula”, conclui Edinho Silva.

