Presidente do PT e deputado federal eleito fala sobre desejo de tranzsformação e destaca iniciativas de Lula em defesa da população

O Brasil tem que enfrentar os seus desafios, mas sem os trabalhadores perderem direitos, sem congelamento de aposentadoria e do salário mínimo. Foi o que defendeu o presidente nacional do PT e deputado federal eleito, Edinho Silva, em entrevista à BandNews TV, na quarta-feira (21), ao fazer um contraponto entre o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a valorização do trabalho e a o histórico de Flávio Bolsonaro (PL) que sempre se posicionou contra a classe trabalhadora.
Na avaliação do Edinho, a mudança que os brasileiros desejam precisa vir com mais renda, melhores serviços públicos e proteção a quem trabalha. Por isso, o presidente do PT, que faz parte da equipe de coordenação da campanha de Lula, enfatiza que a escolha no segundo turno passa por decidir quem tem condições de transformar o país sem que a população pague por isso com a perda de direitos.
Ele concorda que a reconstrução das políticas públicas abriu caminho para uma nova etapa, mas admite que ainda há muito a fazer para melhorar a vida das famílias, como a recomposição da renda, atendimento de saúde e univeralização da educação em tempo integral.
“Estamos longe daquilo que nós queremos, estamos longe daquilo que o povo brasileiro quer, mas é um Brasil em recuperação”, disse, acrescentando que a campanha reconhece as dificuldades enfrentadas pela população e a necessidade de acelerar as transformações.
Para ele, Lula reúne experiência e compromisso com o povo para conduzir esse processo, preservando conquistas e ampliando oportunidades.
E exemplifica, mencionando a redução da jornada de trabalho e a proposta de transporte gratuito nos fins de semana, propostas de iniciativa do governo Lula.
“É mais tempo para descansar e conviver com a família, acompanhado de condições para circular pela cidade”, explicou, citando ainda outras iniciativas, como apoio aos microempreendedores e de renegociação das dívidas das famílias.
O histórico contra mulheres e trabalhadores de Flávio Bolsonaro
O presidente do PT defendeu que a comparação entre os candidatos leve em conta suas trajetórias na vida pública. Segundo ele, o discurso de Flávio Bolsonaro na campanha contradiz posições que o parlamentar já adotou em relação aos direitos das mulheres e dos trabalhadores.
“Chega a época de eleição, todo mundo é bonzinho, todo mundo defende o povo, todo mundo tem propostas para atender os interesses da população. Olha a história de cada um para saber o que cada um pensa”, observou.
Edinho citou o voto contrário de Flávio à ampliação da licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro e criticou sua atuação em relação à aposentadoria. Também cobrou coerência do candidato, que promete proteger as mulheres, mas, segundo o dirigente, se opôs à retirada de armas de policiais militares agressores.
“O Flávio Bolsonaro foi contra desarmar policial militar agressor de mulher”, afirmou. Para Edinho, essas posições revelam a distância entre a imagem que o adversário tenta construir na eleição e as decisões que tomou quando teve a oportunidade de garantir proteção à população.
Milei como referência de Flávio
Questionado sobre as declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre o Brasil e o sistema eleitoral, Edinho criticou as manifestações e afirmou que o governante deveria se dedicar aos problemas da Argentina.
“Acho que o Milei deveria se preocupar mais em cuidar do povo argentino, em cuidar das políticas públicas na Argentina em vez de se intrometer no sistema eleitoral brasileiro”, declarou.
O dirigente criticou o empobrecimento dos trabalhadores e a precarização das condições de vida na Argentina, associando o modelo de Milei ao projeto de Flávio Bolsonaro. Na avaliação de Edinho, o contraste reforça a importância de discutir as consequências concretas das propostas em disputa para o emprego, a renda e os direitos dos brasileiros.
Mobilização e futuro
Ao comentar a reta final da campanha, Edinho destacou o crescimento de Lula nas ruas, nas redes sociais e nas pesquisas. Segundo ele, a mobilização dos apoiadores é fundamental para ampliar o debate sobre as diferenças entre os dois projetos de país.
“Nós estamos vendo que a sociedade brasileira foi para as ruas, se mobilizou”, disse. O presidente do PT argumentou que as pesquisas devem ser observadas pelas tendências que apresentam e manifestou confiança na vitória de Lula.
Ao falar sobre os eleitores indecisos, Edinho destacou que, com a proximidade da votação, é fundamental esclarecer as diferenças entre os projetos em disputa. Segundo ele, a campanha busca demonstrar que é possível promover mudanças sem colocar em risco aposentadorias, salários e serviços públicos.
Edinho também ressaltou a importância de construir oportunidades para as novas gerações. Entre as prioridades, citou o desenvolvimento tecnológico e a necessidade de transformar as riquezas minerais do Brasil em conhecimento, fortalecimento da indústria e geração de empregos de qualidade.

