Edinho defende democracia e o combate ao fascismo no Congresso dos Bancários

Na abertura solene conjunta dos Congressos dos Bancos Públicos, em São Paulo, presidente nacional do PT aborda desafios da categoria e a importância das eleições

O presidente nacional do PT participou, nesta quarta-feira (17), da abertura solene conjunta dos Congressos dos Bancos Públicos, na Casa de Portugal, em São Paulo, reunindo representantes dos trabalhadores da Caixa, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia, no âmbito da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. O tema é “Mais valorização, direitos, desenvolvimento e futuro.

Na abertura, as manifestações da mesa, foram em defesa dos direitos dos bancários e de melhorias das melhores condições de trabalho, abordando o combate à sobrecarga de trabalho e ao assédio moral, além do papel social dos bancos públicos para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Todos os participantes da abertura solene defenderam ainda a democracia e a soberania nacional.

Entre eles, Edinho, que definiu o congresso é um importante espaço de debate e construção coletiva em defesa dos bancos públicos e da categoria bancária.

Em sua fala, além de abordar os desafios dos bancários, o presidente nacional do PT falou da importância das eleições deste ano e da reeleição de um presidente, governadores e parlamentares comprometidos com os interesses da classe trabalhadora.

Enfrentamento do fascismo

Ele destacou que a derrota de Jair Bolsonaro em 2022 não significou o desaparecimento do fascismo e avaliou que as eleições de 2026 serão marcadas pela disputa entre projetos antagônicos para o país.

Segundo Edinho, manifestações de intolerância, racismo, misoginia e violência contra as minorias demonstram que o extremismo segue presente na sociedade brasileira. O dirigente falou do crescimento da extrema direita no mundo, inclusive na América Latina e apontou como desafio global a defesa da democracia e o enfrentamento do autoritarismo.

Edinho reforçou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerce um papel relevante neste contexto e, principalmente, na defesa da democracia.

Citou o pensador italiano Antonio Gramsci para enfatizar que a intolerância ao diferente é uma das marcas do fascismo e exemplificou com as políticas de perseguição a imigrantes e adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“De um lado, está um modelo baseado nas privatizações, no sucateamento dos serviços públicos, no negacionismo e no enfraquecimento da ciência e das universidades. Do outro, está um projeto que defende a soberania nacional, a redução das desigualdades, a valorização da educação e o desenvolvimento tecnológico. Queremos um Brasil que transforme suas riquezas em desenvolvimento, modernização da indústria e geração de empregos de qualidade para as próximas gerações”, finalizou o presidente nacional do PT.

Edinho Silva ainda cumprimentou todos os delegados e delegadas pela organização e realização do evento, em nome da presidenta da Contraf-CUT, vice-presidenta da CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, e a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro.