Em entrevista, presidente nacional do PT ressaltou crise na agroindústria e apontou omissão de Tarcísio de Freitas diante do tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o programa de governo que está sendo construído pela chapa do PT em São Paulo, liderada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, é robusto e vai enfrentar todos os principais problemas que o Estado evidencia e que estão sendo agravados na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em entrevista, o presidente nacional do PT voltou a destacar a competência de Haddad para liderar o estado e resolver os sérios problemas que vêm fazendo São Paulo retroceder nos últimos anos.
Segundo ele, Haddad é uma liderança extremamente respeitada, não só nacionalmente, mas também entre os partidos políticos. É a pessoa capaz de enfrentar as crises graves que atingem o estado, como a da segurança pública.
“Além do enfraquecimento das estruturas policiais no estado, a Polícia Militar de São Paulo tem um dos piores salários do Brasil e também é visível o processo de sucateamento da polícia civil e da polícia científica”, afirmou Edinho na entrevista.
Crise no setor agroindustrial
O presidente nacional do PT também ressaltou o momento difícil enfrentado pelo setor agroindustrial paulista e apontou a postura de Tarcísio de Freitas em relação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros.
Edinho lembrou que o governo do presidente Lula tem trabalhado para reverter a situação e construído propostas em relação à crise do setor, o contrário do atual governo estadual, que se omite.
“Enquanto Lula enfrentou o debate e defendeu o Brasil, nós vimos o governador Tarcísio se omitindo, se escondendo do debate, até porque ele havia anunciado o apoio cego ao governo Trump e não teve coragem de enfrentá-lo quando a indústria paulista precisou”, enfatizou.
Palanque mineiro
Questionado na entrevista sobre a formação do palanque do PT e do presidente Lula em Minas Gerais, diante da desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o governo mineiro, Edinho disse que o partido foi pego de surpresa, mas logo em seguida abriu diálogos com várias lideranças políticas de Minas Gerais.
Ainda segundo ele, o PT de Minas aprovou uma resolução indicando candidatura própria.
“É o correto, porque o partido não pode entrar nesse processo de composição de chapa sem ter uma proposta, sem ter um indicativo de nome”, disse, acrescentando que as conversas em Minas seguem com o PSB, que tem a indicação de Jarbas Soares como pré-candidato, com o MDB, que lançou o nome de Gabriel Azevedo, e com o ex-prefeito Alexandre Kalil, do PDT.
“Nós queremos dialogar com o próprio PT, nós queremos fortalecer esse campo político que tem sido o campo político que nos dá sustentação em todo o Brasil”, afirmou.
Economia em crescimento
Edinho Silva destacou ainda os investimentos recordes em políticas públicas do atual Governo Lula, que já se mostra como o mais exitoso da história do país, resultando no crescimento sustentável do PIB e na colocação do Brasil entre as 20 maiores economias mundiais.
Ele exemplificou lembrando a entrega de 3 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida e de R$ 1 trilhão no parque industrial brasileiro. Mencionou também a queda das taxas de desemprego e a política consistente de recuperação da renda das famílias durante a gestão Lula.
“O caminho ainda é longo. Estamos extremamente longe ainda daquilo que nós queremos para as famílias brasileiras, mas existe uma política de recuperação da renda das famílias”, avaliou.
Escândalos e família Bolsonaro
Sobre a polarização e o atual cenário de escândalos que revelam os elos da família Bolsonaro com o esquema bilionário de fraudes do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Nós estamos falando desde o início que o Banco Master é uma cria do governo Bolsonaro, que o Banco Master operou porque teve autorização do [Roberto] Campos Neto, que era o presidente do Banco Central do governo Bolsonaro”, disse
E enfatizou que o governo Lula quer que se passe a limpo as denúncias contra o Banco Master.
“Foi ordem e desejo do Governo Lula a apuração das denúncias da fraude do Master, possivelmente a maior já registrada no sistema financeiro nacional”, concluiu Edinho Silva.

