Em visita à comunidade Maturuca, em Roraima, o presidente do PT Edinho Silva reforça o compromisso do partido com os povos indígenas
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, visitou neste sábado (25) a comunidade indígena de Maturuca, em Uiramutã (RR), localizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, território histórico de luta e resistência dos povos originários. O local, conhecido como Malocão da Homologação, foi palco da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, após a homologação da área, em 2005.

Recebido com rituais tradicionais, Edinho afirmou que o objetivo da viagem foi ouvir as lideranças indígenas, compreender as demandas locais e fortalecer o diálogo permanente com as comunidades.“Queremos um Brasil que cresça mas que respeite os povos originários”, afirmou. Ao final do encontro, o dirigente foi homenageado com um ritual de despedida, “para abençoar nossa viagem de volta”, como registrou em suas redes sociais.
Respeito e escuta
Durante a reunião com representantes das comunidades e dirigentes petistas, entre eles Anne Moura, secretária nacional de Mulheres do PT, Edinho defendeu que o desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com a preservação ambiental e a valorização das tradições indígenas. “Queremos um Brasil que cresça mas que respeite os povos originários”, afirmou.
A agenda em Maturuca faz parte da estratégia de reorganização do PT em todo o país e de aproximação com as bases populares e os povos tradicionais, tanto por seu papel na transição energética quanto na conservação ambiental.
Compromisso e esperança
A visita simboliza também a reconstrução do país após anos de abandono das políticas indigenistas nos governos Temer e Bolsonaro. Sob o governo Lula, foram criados o Ministério dos Povos Indígenas, a reestruturação da Funai e a nomeação da primeira presidenta indígena do órgão, além do reforço das ações de combate à desnutrição e aos crimes em terras indígenas.
A viagem marcou o encerramento de dois dias de agenda intensa em Roraima, voltada à escuta das lideranças locais e ao fortalecimento das lutas populares.

