Presidente do PT defende a medida como a garantia de direitos básicos do trabalhador e como uma solução inteligente para a crise econômica mundial
O presidente Nacional do PT, Edinho Silva, classifica o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução de salário, que tramita no Congresso como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como uma proposta de justiça.
A pauta é considerada prioritária pelo governo Lula, com forte defesa de parlamentares do PT e outros partidos de esquerda.
A proposta de fim da escala 6×1 visa alterar a Constituição para limitar a jornada de trabalho semanal, acabando com o modelo onde se trabalha seis dias e descansa apenas um. A mudança propõe redução para uma jornada semanal de 36 horas, com dois dias de folga, sem redução de salário
“Primeiro, a mulher trabalhadora tem que ter o direito, tem que ter o tempo para cuidar dos seus filhos, para cuidar da sua família, para estudar, para cuidar da sua saúde, da sua saúde mental, da sua autoestima. Isso é um direito da trabalhadora e é um direito do trabalhador, ter direito ao lazer, ter direito também a fazer um curso, a melhorar a sua formação, a ter mais tempo com a sua família. Isso já justifica a redução do jornal de trabalho”, defendeu o presidente do PT, em entrevista à imprensa.
Ele também apontou a medida como uma solução inteligente no enfrentamento da crise econômica mundial, desencadeada pela adoção de novas tecnologias, que aumenta a capacidade produtiva, utilizando menos mão de obra.
“Se nós não aumentarmos a base de consumo, ou seja, se nós não tivermos mais trabalhadores recebendo salário para que eles possam consumir, essa crise econômica, que é uma crise de excesso de produtividade, evidente que nós não vamos conseguir sair dessa crise. Então, reduzir a jornada de trabalho para você proporcionar que outras pessoas possam trabalhar também é uma medida inteligente para que a gente tire a economia mundial dessa crise que nós estamos vivendo desde 2008”, analisa Edinho.
Além disso, ele enfatizou a importância do trabalhador ter tempo de descanso, lazer e convivência familiar.
“O trabalhador tem o direito a trabalhar menos, ele tem direito a ficar mais com a sua família, ele tem direito a lazer, ele tem direito a estudar”, concluiu Edinho Silva.

