Edinho convoca mobilização nas ruas e nas redes na reta final da campanha de Lula

Presidente nacional do PT participou de Plenária em São Paulo e chamou militância para intensificar o diálogo com a população até o primeiro turno

A reta final da campanha exige mobilização nas ruas, nas redes e diálogo direto com a população. Esse foi o principal chamado do presidente nacional do PT e candidato a deputado federal por São Paulo, Edinho Silva, durante plenária realizada nesta terça-feira (22), no Espaço Cultural Elza Soares, em São Paulo. O encontro reuniu movimentos sociais e populares, centrais sindicais, juventudes, representantes da cultura e lideranças de diferentes setores em torno da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Edinho destacou a força da militância organizada e defendeu que, nos dias que antecedem o primeiro turno, a campanha esteja cada vez mais presente no cotidiano da população, combinando presença territorial e atuação nas redes sociais.

“Ninguém tem a força que nós temos quando estamos nas ruas e nas redes, conversando sobre o dia a dia do povo e mostrando tudo o que o presidente Lula fez pelo Brasil”, disse Edinho.

Durante sua participação, o presidente nacional do PT também afirmou que a eleição representa uma disputa sobre diferentes projetos para o país e ressaltou temas que, segundo ele, precisam estar no centro da conversa com os eleitores, como democracia, soberania nacional, geração de empregos, fortalecimento do SUS, educação e redução da jornada de trabalho.

O dirigente petista chamou atenção para a importância da mobilização no estado de São Paulo e da união das candidaturas que integram a chapa.

“Dia 27 é dia de rua”

Nas redes sociais, Edinho reforçou o chamado para a próxima mobilização nacional e definiu os últimos dias antes da votação como um período de trabalho permanente.

“Dia 27 é dia de rua! Estamos na reta final, prontos e mobilizados para reeleger Lula 13 presidente e as nossas chapas nos estados”, convocou Edinho.

Para o presidente nacional do PT, a campanha precisa aproveitar cada oportunidade de conversa com a população.

“As trabalhadoras e os trabalhadores que mudam este país todos os dias vão dar o recado nas urnas! Vamos juntos, com força total, sem perder um minuto sequer até o dia 4 de outubro”, destacou.

Campanha permanente por Lula e pela chapa paulista

A convocação de Edinho para intensificar a mobilização até o primeiro turno foi reforçada por outras lideranças que participaram da plenária. Marina Silva, candidata ao Senado, defendeu que a campanha permaneça em “estado permanente” nos 12 dias que antecedem a votação. “Devemos nos declarar em estado permanente de campanha”, afirmou.

O pedido de votos reuniu toda a chapa paulista: Lula para presidente, Fernando Haddad para governador e Marina Silva e Simone Tebet para o Senado. Tebet participou da plenária, mas não discursou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou propostas voltadas à proteção do orçamento das famílias e reafirmou o compromisso de “agir firme contra as bets para proteger a economia popular e evitar o endividamento das famílias”. Também reiterou a proposta de zerar os impostos da cesta básica de alimentos.

A mobilização nos territórios também esteve entre os principais chamados do encontro. João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), defendeu uma atuação direta nas periferias, com conversas de porta em porta e apresentação das propostas da campanha.

“Agora é tempo de arregaçar as mangas, formar brigadas e comitês e ir para a periferia, bater de casa em casa, entregar material e conversar. Não é tempo só de santinho, é tempo de discutir ideias”, afirmou.

Ana Paula Perles, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, destacou a necessidade de combinar mobilização presencial e atuação digital. “A gente tem que estar com o pé na rua e o celular na mão”, resumiu.

Já Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), associou a mobilização eleitoral ao debate sobre soberania nacional e aos diferentes projetos em disputa para o país.