Edinho participa de ato na Paulista em defesa da democracia e pela reeleição de Lula

Presidente nacional do PT e deputado federal eleito por São Paulo destacou a unidade da campanha e a importância do diálogo com eleitores de outras candidaturas para o segundo turno

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, deputado federal eleito por São Paulo, participou do ato em defesa da democracia e pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que levou uma multidão para a Avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo (11). A mobilização reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores da candidatura de Lula à reeleição.

Durante o ato, Edinho destacou a unidade das forças políticas que apoiam o presidente e a importância de ampliar o diálogo com a sociedade para garantir a vitória no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

“O time do Lula está unido neste segundo turno, mobilizado pela democracia, pelos avanços do Brasil e contra os retrocessos que representa Flávio Bolsonaro!”, afirmou Edinho, em suas redes sociais, durante o evento.

O presidente nacional do PT também ressaltou a dimensão da mobilização e convocou os apoiadores a manter o trabalho de campanha. “Mais de um milhão de pessoas na Avenida Paulista. Mobilização contra a tesoura do Flávio, pela democracia. Pelo Brasil, a reeleição do Presidente Lula! Dia 25, São Paulo é 13!”, destacou.

Diálogo e mobilização

A participação de Edinho no ato ocorre em meio à reorganização e ampliação da campanha de Lula para o segundo turno. Após reunião com o presidente, no Palácio da Alvorada, na semana passada, o dirigente petista defendeu o fortalecimento da coordenação política nos estados, a construção de um calendário nacional de mobilização e a aproximação com eleitores que não votaram em Lula no primeiro turno.

Edinho também destacou a necessidade de ampliar a presença da campanha nas ruas e intensificar as conversas com a população.

“Vamos ampliar a coordenação da campanha em todos os estados e construir um calendário de mobilização nacional. É hora de ampliar a presença da campanha, conversar com a sociedade e chamar cada vez mais pessoas para participar dessa construção”, destacou.

Para Edinho, a unidade das forças democráticas e a presença nas ruas serão fundamentais para garantir a reeleição de Lula em 25 de outubro.

Risco de retrocessos sociais

Na Avenida Paulista, ao discursar para cerca de 1 milhão de pessoas que se reuniram na capital, o presidente Lula convocou a juventude a participar da vida política, defendeu a preservação dos direitos sociais e cobrou explicações de seu adversário sobre os cortes de gastos públicos que pretende promover, classificados pelo presidente como um “tesouraço”.

Lula associou a disputa eleitoral à garantia de direitos e às condições de vida da população, com alertas sobre os possíveis impactos de cortes nos recursos destinados aos mais pobres e aos aposentados.

“Vocês sabem, na vida de vocês e na casa de vocês, que construir qualquer coisa é muito difícil. Mas destruir é muito simples. Para destruir, qualquer um destrói”, disse o presidente, ao defender a participação popular na construção das políticas públicas e na preservação da democracia.

O presidente também convocou os jovens a assumir responsabilidades nas decisões políticas. “Ou vocês participam da vida política, ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade. Enquanto são jovens, enquanto têm energia, enquanto têm disponibilidade de ir à luta”, afirmou.

Lula também chamou à mobilização os cerca de 30 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno, com atenção especial aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. O presidente defendeu que a idade não seja motivo para o afastamento da participação política.

Semana importante no Congresso

O presidente também destacou a semana que se inicia como decisiva para a disputa política e para a agenda de garantia de direitos sociais. Entre os temas, lembrou ele, está a votação do fim da escala 6×1, prevista para começar nesta quarta-feira (14), que deve colocar em evidência a posição dos partidos sobre a redução da jornada de trabalho e a ampliação do descanso semanal.

O presidente cobrou que o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, torne pública sua posição sobre a proposta. “Agora é a hora da verdade. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, afirmou.

Lula também citou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca definir as atribuições da União, dos estados e dos municípios na área, e voltou a cobrar esclarecimentos sobre os cortes de gastos defendidos por seu adversário, alertando para os possíveis impactos sobre os direitos sociais.

Ao tratar da defesa da democracia, o presidente criticou ainda a condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, lembrando as mortes provocadas pela doença, a falta de oxigênio enfrentada por pacientes e o desprezo pela ciência.

Ao encerrar sua fala, Lula reforçou o chamado à mobilização e à defesa das instituições democráticas.

A mobilização na Avenida Paulista reuniu lideranças políticas e representantes de diferentes regiões do Brasil. Além de Edinho, estiveram ao lado de Lula no ato o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja Lula da Silva, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o governador do Piauí, Rafael Fonteles; e o governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de parlamentares e outras lideranças políticas.