Presidente nacional do PT e candidato a deputado federal por São Paulo reafirmou defesa de um Brasil com mais direitos em mobilização que reuniu lideranças e apoiadores na capital catarinense



O presidente nacional do PT, Edinho Silva, candidato a deputado federal por São Paulo, esteve em Florianópolis (SC), no sábado (19), ao lado do presidente Lula, em ato político que reuniu lideranças do PT, partidos aliados, movimentos sociais e apoiadores. A mobilização ocorreu na Praça Tancredo Neves, na região central da capital catarinense, na reta final do primeiro turno das eleições.
Durante o ato, Edinho reafirmou sua defesa de um projeto nacional baseado na ampliação de direitos, na valorização do trabalho, na educação pública, na soberania e na geração de empregos de qualidade. Entre os temas destacados pelo presidente nacional do PT estiveram o fim da escala 6×1 sem redução salarial, a universalização da educação integral e do acesso à creche e a defesa de uma política de desenvolvimento tecnológico e industrial.
Ao falar sobre Santa Catarina, Edinho ressaltou que o Estado também faz parte da construção do país que pretende defender e afirmou que a disputa eleitoral envolve diferentes projetos para o futuro do Brasil.
“Santa Catarina quer o bem do Brasil. Santa Catarina quer ser um estado progressista, um estado que sempre foi vanguarda para que o Brasil pudesse fazer mudanças”, disse.
Para Edinho, a construção de um país mais desenvolvido passa também pela capacidade de garantir oportunidades para a juventude e ampliar a presença do Estado em áreas como educação, saúde e trabalho.
“Florianópolis mostrou hoje que o Sul está disposto a defender um Brasil com mais direitos, oportunidades e cuidado com o povo. Estar aqui é importante, porque o Brasil que queremos construir precisa chegar a todas as regiões. Um Brasil que fortaleça o SUS, valorize a educação pública, gere emprego e renda e esteja presente na vida de quem mais precisa.”
Direitos e soberania
Outro eixo destacado por Edinho foi a soberania nacional e a política de desenvolvimento tecnológico. O candidato defendeu que o país tenha controle sobre seus chamados metais críticos, considerados estratégicos para a indústria, e utilize esses recursos para fortalecer a produção nacional, ampliar a capacidade tecnológica e gerar empregos qualificados.
“Nós queremos que o Brasil seja soberano, que os metais críticos sejam nossos, para nossa indústria ser moderna, para o Brasil ser tecnológico, para gerar empregos de qualidade para a nossa juventude. O Brasil que nós vamos escolher só depende de nós”, ressaltou.
A agenda também foi marcada pela defesa de políticas sociais e de uma atuação mais presente do Estado. Em sua fala, Edinho relacionou esse projeto à valorização do salário mínimo, ao fortalecimento do SUS e à ampliação de políticas públicas voltadas à população.
A participação em Florianópolis integrou a agenda nacional de mobilização de Lula na reta final da campanha. O ato reuniu, além dos candidatos que compõem a aliança apoiada pelo presidente em Santa Catarina, parlamentares, dirigentes partidários e representantes de movimentos sociais.
Entre as lideranças presentes estavam Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina; Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora; e os candidatos ao Senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL). Também participaram o deputado federal Pedro Uczai (PT), deputados estaduais e representantes do MST.
Ao final da mobilização, Edinho destacou a importância da participação de Santa Catarina na construção de um projeto nacional que dialogue com todas as regiões do país.
“Santa Catarina faz parte dessa construção. E hoje Florianópolis mostrou a força desse debate nas ruas”, afirmou.
Lula defende educação, tecnologia e soberania nacional
Durante o ato em Florianópolis, Lula destacou a educação como um dos principais instrumentos para ampliar oportunidades para a juventude e preparar o país para os desafios econômicos e tecnológicos. O presidente defendeu investimentos na formação de estudantes, nas universidades e na pesquisa científica.
Ao falar sobre minerais críticos e terras raras, Lula afirmou que o Brasil precisa avançar na capacidade de pesquisa e desenvolvimento para agregar tecnologia à exploração de seus recursos naturais, em vez de se limitar à exportação de matérias-primas.
“Não temos tecnologia para explorar, por isso, temos que ter cursos em nossas universidades, para ter mais capacidade do que o chinês. Queremos vender chip, bateria, queremos exportar inteligência, conhecimento. Por isso, temos que ter informação e investimento em pesquisa”, disse.
Lula também relacionou o desenvolvimento tecnológico à geração de empregos qualificados e à industrialização. Na mesma fala, abordou investimentos em energia renovável e data centers e defendeu que a expansão desses setores esteja associada ao desenvolvimento da capacidade tecnológica brasileira.
As declarações dialogaram com um dos temas apresentados por Edinho durante o ato: a defesa da soberania sobre os metais críticos, do fortalecimento da indústria nacional e da criação de oportunidades para a juventude.
A primeira-dama Janja da Silva também participou do ato em Florianópolis. Ela acompanhou Lula no palco e fez um discurso voltado à participação das mulheres na política e ao combate à violência de gênero. Janja também participou de um momento musical durante a mobilização.

